18/09/2025 00:13

Beleza natural ou #HeroinChic? Os dois movimentos que disputam a moda em 2025

“A volta desse padrão coloca em risco avanços importantes da beleza natural. Precisamos falar de saúde e autenticidade, não de corpos irreais”, afirma a médica Denise Ozores.
 
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Reprodução / Instagram @lilycollins — Lily Collins em clique recente publicado no Instagram. A magreza da atriz reacendeu o debate sobre o retorno da estética #HeroinChic.

As imagens recentes de Lily Collins, visivelmente mais magra ao desfilar na Semana de Moda de Nova Iorque, acenderam um alerta global. Fãs lembraram o histórico de anorexia da atriz e questionaram: “isto não é saudável”. O episódio reforçou uma tensão que voltou a dominar a moda e as redes sociais: de um lado, a estética conhecida como #HeroinChic, marcada pela magreza extrema e pela volta de padrões dos anos 90; de outro, o avanço da beleza natural, que celebra autenticidade e equilíbrio.

Relatórios recentes mostram que menos de 1% dos looks das principais fashion weeks de 2025 contou com modelos plus size. Nas redes, a hashtag #HeroinChic voltou a viralizar, enquanto dietas restritivas e medicamentos para emagrecimento rápido se popularizaram entre celebridades e influenciadores. O contraste é evidente: a era da diversidade corporal perde espaço para um padrão cada vez mais restritivo.

Para a médica dermatologista Denise Ozores, especialista em beleza natural, o risco é claro. “A volta desse padrão coloca em risco avanços importantes da beleza natural. Precisamos falar de saúde e autenticidade, não de corpos irreais. A estética deve ser uma ferramenta de bem-estar, não uma imposição que adoece”, afirma.

Segundo Denise, a tendência do natural surgiu justamente como resposta aos exageros da última década. “Durante anos vimos rostos e corpos padronizados. A beleza natural trouxe de volta a ideia de que menos é mais e de que a individualidade deve ser valorizada. Esse retorno da magreza extrema ameaça deslocar novamente o foco para um ideal nocivo”, completa.

Entre a imagem frágil de Lily Collins e a defesa de especialistas como Denise Ozores, 2025 expõe um dilema urgente: que padrão vai prevalecer? Para a médica, só há uma saída. “Cuidar da aparência é legítimo, mas precisa estar acompanhado de equilíbrio e autenticidade. A verdadeira beleza é aquela que preserva a essência de cada pessoa”, conclui.
 
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