05/02/2026 15:56

Desabafo de Luísa Sonza traz reflexão sobre formas de demonstrar afeto

Especialista em autoamor, Renata Fornari, explica como diferenças nas linguagens do amor, e mecanismos emocionais de proteção, podem influenciar a relação com o toque físico

 

Reprodução Instagram

 

Ao comentar nas redes sociais que não se sente confortável com abraços frequentes, especialmente em ambientes de trabalho ou com pessoas que vê com regularidade, Luísa Sonza trouxe à tona uma conversa pouco explorada: nem todo afeto passa pelo contato físico,  e isso nem sempre é compreendido.

 

Para a especialista em autodesenvolvimento e autoamor, Renata Fornari, o ponto central não está em impor limites ou rejeitar o outro, mas em reconhecer que as pessoas se conectam de formas diferentes.

“Existem cinco linguagens do amor, e o toque físico é apenas uma delas. Quando a linguagem afetiva de uma pessoa não é o toque, o excesso pode gerar incômodo, não por falta de carinho, mas porque aquela não é a forma natural dela se vincular”, explica Renata.

 

Segundo a especialista, há quem expresse afeto por presença, cuidado, palavras ou lealdade, e não necessariamente pelo contato corporal. Em alguns casos, essa distância do toque também pode estar relacionada a padrões emocionais mais profundos, como a Armadura da Autossuficiente. “Dentro dessa armadura existe a máscara da Fria. Não é frieza real, é proteção. Muitas mulheres aprenderam cedo que se abrir emocionalmente podia machucar. Então o corpo fecha. Não porque não sente, mas porque sentiu demais em algum momento da vida”, afirma.

 

Renata ressalta que não é possível tirar conclusões definitivas a partir de uma fala isolada, mas que o assunto abre espaço para uma escuta mais madura sobre vínculos e afetividade. “Ninguém é frio de verdade. Todos temos necessidade de amor e carinho. O que muda é a linguagem, a história emocional e o caminho que cada um encontrou para se proteger. Quando entendemos isso, deixamos de interpretar o comportamento do outro como rejeição pessoal”, conclui.

O posicionamento de Luísa Sonza evidencia que o afeto não é único nem padronizado, e que compreender essas diferenças pode tornar relações pessoais e profissionais mais conscientes e respeitosas.

 

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