Milhões vão assistir a Endrick na Copa do Mundo; a batalha que ninguém vê acontece fora de campo
Aos 19 anos, atacante da Seleção Brasileira carrega pressão de milhões de torcedores e mostra que preparação emocional pode ser tão decisiva quanto o treino físico

Ricardo do Marujo entrevista Endrick
A Copa do Mundo costuma transformar jovens talentos em protagonistas globais da noite para o dia. Em 2026, um dos nomes que mais despertam atenção é o de Endrick. Aos 19 anos, o atacante da Seleção Brasileira entra no torneio cercado por expectativas, cobranças e olhares atentos de torcedores, imprensa e especialistas do futebol em todo o mundo.
Enquanto a preparação física dos atletas costuma ocupar espaço nas manchetes, um aspecto menos visível pode ser determinante para o desempenho dentro de campo: a força mental.
Para a especialista em autodesenvolvimento e autoamor, Renata Fornari, sustentar a pressão de uma competição como a Copa exige muito mais do que talento técnico. "Todo mundo fala sobre o treino físico. Mas poucas pessoas valorizam o peso do treino mental. Nenhuma conquista sobrevive por muito tempo quando a sua opinião sobre si mesma é mais fraca do que a opinião dos outros", afirma.
Segundo ela, a trajetória recente de Endrick chama atenção justamente pela disciplina construída longe dos holofotes. Em diversas entrevistas, o jogador já falou sobre foco, rotina e a importância da preparação mental para lidar com os desafios da carreira em ascensão. "Como alguém de 19 anos sustenta esse nível de pressão? Milhões de pessoas vão estar assistindo e analisando cada decisão dele em campo. O que ninguém vê são as decisões fora de campo", observa Renata.
A especialista destaca que o atacante tem demonstrado uma postura incomum para a idade, marcada por disciplina, comprometimento e atenção ao equilíbrio emocional. "Endrick abre mão de distrações, treina mais do que a maioria dos seus companheiros de time e medita todos os dias para fortalecer a própria mente. Porque existe uma coisa que pode destruir qualquer pessoa antes mesmo dela entrar em campo: a opinião dos outros."
Em um cenário em que redes sociais ampliam elogios e críticas em tempo real, a capacidade de manter a própria identidade pode se tornar um diferencial competitivo. "O que acontece quando você acredita mais na opinião dos outros do que na sua própria? Muitas vezes a insegurança toma o lugar da confiança e o medo começa a comandar as decisões", explica.
Para Renata, a história de Endrick durante a Copa pode servir também como exemplo para além do esporte. "As pessoas costumam acreditar que o resultado é construído apenas pelo esforço visível. Mas existe um trabalho silencioso que acontece todos os dias. Talvez o maior treino não aconteça no campo. Aconteça na mente”.
Em uma competição que costuma eternizar heróis e marcar carreiras, a força emocional pode ser tão decisiva quanto um gol nos minutos finais. E, para uma geração que cresce sob constante exposição pública, a trajetória de Endrick reforça uma lição que vale para atletas e para qualquer pessoa: aprender a confiar em si mesmo pode ser o primeiro passo para suportar a pressão do mundo.
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