Neymar estreia contra a Escócia com peça exclusiva de R$ 7 mil e leva códigos do luxo para a Copa
Às vésperas da estreia diante da Escócia na Copa do Mundo, acessório exclusivo do camisa 10 chama atenção por unir tecnologia, memória afetiva e personalização; para a estrategista de marcas Tamara Lorenzoni, o valor está na história que a peça carrega
Reprodução Instagram / internet
Quando Neymar entrar em campo nesta quarta-feira (24) para enfrentar a Escócia pela Copa do Mundo de 2026, um detalhe quase invisível para boa parte dos torcedores estará carregado de significado. O atacante deve usar uma caneleira exclusiva avaliada em mais de R$ 7 mil, criada especialmente para o torneio pelo artista plástico Thiago Rosinhole.
Produzida em fibra de carbono e desenvolvida a partir de um escaneamento 3D das pernas do jogador, a peça foi confeccionada sob medida e reúne elementos que remetem à trajetória do atleta, à família e à sua história com a Seleção Brasileira. O que poderia ser apenas um equipamento de proteção acabou se transformando em um objeto carregado de identidade.
O caso ilustra uma movimentação cada vez mais presente no esporte de alto nível. Itens tradicionalmente ligados à performance passaram a incorporar códigos de exclusividade, autoria e significado, aproximando o universo esportivo de dinâmicas já observadas no mercado de luxo.
Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista em mercado de luxo, o interesse despertado pela peça não está necessariamente relacionado ao seu valor financeiro. “O que torna essa caneleira relevante não é o preço. O que desperta interesse é a narrativa. No universo do luxo, o desejo nasce da história que antecede o produto. Quando um objeto reúne memória, identidade e elementos que pertencem a uma única trajetória, ele passa a ocupar um lugar simbólico muito maior do que sua função original”.
Segundo a especialista, a personalização extrema vem se consolidando como uma das expressões mais valorizadas entre personalidades globais. “Existe uma busca crescente por singularidade. O valor está naquilo que não pode ser reproduzido em escala. Quando um atleta incorpora aspectos da própria história a um equipamento esportivo, ele transforma um objeto funcional em uma extensão da sua presença e da sua imagem.”
A especialista observa que o esporte se tornou uma das plataformas mais relevantes para a construção de desejo contemporâneo. Em um cenário no qual atletas são acompanhados por milhões de pessoas dentro e fora dos gramados, cada escolha passa a comunicar algo. “Os grandes nomes do esporte deixaram de representar apenas desempenho. Eles se tornaram referências culturais. Tudo comunica: a maneira de vestir, os objetos que utilizam, os lugares que frequentam. Mesmo uma peça discreta pode carregar uma narrativa poderosa quando existe coerência entre o objeto e a história de quem o utiliza”, finaliza Tamara.
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