O que a apresentação histórica de Bad Bunny no Super Bowl revela sobre amor-próprio e coragem para ser quem se é
Especialista fala sobre a performance do artista porto-riquenho no maior palco do mundo, que reacendeu debates sobre identidade, pertencimento e a força de acreditar em si mesmo
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A apresentação de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl LX, no último domingo (08), foi muito além do entretenimento. Ao se tornar o primeiro artista a comandar o palco do evento com um espetáculo quase inteiramente em espanhol, o porto-riquenho transformou o intervalo da maior final esportiva do mundo em uma poderosa declaração de identidade, pertencimento e autenticidade, gerando repercussão global, aplausos, críticas e reflexões profundas.
Para a especialista em autodesenvolvimento e autoamor Renata Fornari, o impacto do show está menos na polêmica e mais na mensagem que ele carrega. “Em 2016, Bad Bunny era um empacotador. Em 2026, chegou ao maior palco do mundo, com mais de 20 bilhões de streams no Spotify, vários Grammys e uma identidade absolutamente preservada. Isso diz tudo sobre o poder de acreditar em si mesmo”, analisa.
Durante a apresentação, Bad Bunny exaltou suas raízes porto-riquenhas com referências visuais à cultura latina, performances marcadas por símbolos de resistência e uma mensagem clara de união entre os povos das Américas. Ao final do espetáculo, declarou seu nome completo, Benito Antonio Martínez, e reforçou que estar ali era consequência direta de nunca ter deixado de acreditar em si.
Segundo Renata, essa postura dialoga diretamente com o conceito de amor-próprio. “Não se trata de concordar ou não com posicionamento político. O ponto central é a coragem de ousar ser quem se é, mesmo sabendo que isso vai desagradar muita gente, inclusive pessoas muito poderosas”, afirma.
A especialista destaca que muitas pessoas ainda condicionam sua autenticidade à aprovação externa. “A pergunta que fica é: você ousa ser você? Ou ainda está preso ao medo do julgamento, tentando se encaixar para ser aceito?”, provoca. Para ela, o amor-próprio começa exatamente nesse ponto: quando alguém se permite existir com verdade, sem pedir permissão.
O discurso de Bad Bunny também ganhou força ao confrontar expectativas tradicionais do próprio Super Bowl, um evento historicamente marcado pela cultura anglo-saxã. “Ele mostrou que não é preciso se moldar para caber. Quando você se honra, o mundo se adapta, ainda que com resistência”, diz Renata.
A repercussão polarizada, incluindo críticas de alguns setores nos Estados Unidos, apenas reforça a mensagem, segundo a especialista. “Toda vez que alguém se posiciona a partir da própria essência, incomoda. Amor-próprio não é sobre agradar, é sobre se respeitar”.
Para Renata Fornari, a apresentação histórica deixa um convite claro para o público. “Bad Bunny nos lembra que você vale mais do que imagina. Que é possível ocupar espaços gigantes sendo quem você é. E que a verdadeira libertação acontece quando você para de viver para a expectativa dos outros e começa a viver a sua verdade”, finaliza.
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